terça-feira, 7 de outubro de 2014

Poesia Ed.I J.N.Jr.

O tempo e o Homem

Meu conluio com o tempo não é remissivo.
E nem o teu que já me escapa.
Sei por uma comunhão geral,
Pela certeza da sua irredutibilidade.
O tempo e eu?, Desacordo essencial, Erro ontológico,
Nossa relação?
Generosidade dele para com a sua parte dita morta viva em mim.
O estranho espetáculo individual da lembrança
Revirar de velhas coisas guardadas
Não
Renascer de novas coisas conhecidas, a existir outra vez a reconhecer-se
E enganar-se de que se conhece.
Podre matéria cósmica inaudita por um ato descontínuo
Contar, Quantificar, Estabelecer
Calabouços: lembranças e memórias
Inúteis
Insistência na não-apreensão substancial
O homem está preso ao novo, e reveste-o como tal se velho é
Só enxerga nas plagas convidativas da novidade
E sabe que seu corpo não é expediente para a vastidão de questões do tempo
Sem resposta, sem controle, sem embaraço de passar.


J.N.Jr.

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