O tempo e o Homem
Meu conluio com o
tempo não é remissivo.
E nem o teu que já me
escapa.
Sei por uma comunhão
geral,
Pela certeza da sua
irredutibilidade.
O tempo e eu?,
Desacordo essencial, Erro ontológico,
Nossa relação?
Generosidade dele
para com a sua parte dita morta viva em mim.
O estranho espetáculo
individual da lembrança
Revirar de velhas
coisas guardadas
Não
Renascer de novas
coisas conhecidas, a existir outra vez a reconhecer-se
E enganar-se de que
se conhece.
Podre matéria cósmica
inaudita por um ato descontínuo
Contar, Quantificar,
Estabelecer
Calabouços:
lembranças e memórias
Inúteis
Insistência na
não-apreensão substancial
O homem está preso ao
novo, e reveste-o como tal se velho é
Só enxerga nas plagas
convidativas da novidade
E sabe que seu corpo
não é expediente para a vastidão de questões do tempo
Sem resposta, sem
controle, sem embaraço de passar.
J.N.Jr.
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